


No último final de semana, de 22 à 24 de outubro, estive em Recife no III Encontro Estadual de Estudantes de Design de Pernambuco, o ÉDesignPE.
Informações para você levar aonde for!




No dia 13 de outubro de 2009, aconteceu no Hotel Tambaú,
A honraria foi criada pela Assembléia Legislativa em reconhecimento às pessoas que se destacam nos trabalhos em prol do desenvolvimento turístico do Estado.
A sessão especial se iniciou pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, composta pelos deputados Dunga Júnior, Zenóbio Toscano, João Gonçalves e Iraê Lucena, ex-presidente da Parlatur e atual secretária estadual do Acompanhamento da Ação Governamental.
A noite foi regada ao som do coral Maestro Pedro Santos, formado por servidores da Casa de Epitácio Pessoa, que apresentou o Hino Nacional e em seguida um pot-pourri de músicas tipicamente brasileiras, representando cada estado do Brasil. A Paraíba foi homenageada com as músicas “Portal do Sol” e “Meu Sublime Torrão”.
Em seguida foram citados os requerimentos / resoluções concedendo as medalhas e diplomas do mérito turístico aos seus respectivos representantes. Logo após, o presidente da Empresa Paraibana do Turismo (PBTur), Rodrigo Freire, que também recebeu “Medalha de Mérito Turístico” e o deputado Dunga Júnior, deram algumas palavras de agradecimento, encerrando a honraria.
Para fechar a noite, um dos pontos altos da solenidade foi o desfile com duas coleções do estilista mineiro Ronaldo Fraga (projeto Talentos do Brasil) que usou a cultura paraibana como inspiração das mesmas, em parceria com labirinteiras, rendeiras e bordadeiras do agreste paraibano, além do uso do algodão colorido, riqueza do nosso Estado. As coleções “Para Voar” e “Flores do Agreste”, esta última desfilada em Paris, dando impulso para a cultura da Paraíba ultrapassar seus limites. “Explorando” o artesanato paraibano, tirando-o do anonimato e incentivando o crescimento do mesmo. Segundo o estilista, o foco é reafirmar a cultura, além de gerar emprego e renda. Ronaldo agradeceu o carinho, elogiou o estado e afirmou o seu amor pela Paraíba.
As coleções em tecidos leves, nas cores preto e branco, fugiam da sobriedade através dos bordados e rendas em cores que preenchiam blusas, saias soltas, vestidos, mangas e decotes, um trabalho minucioso e belo. Muito se viu de pássaros e flores cheios de vida. Faixas na cintura, costas nadador, mangas levemente “bufantes” e ainda blusas e vestidos sem mangas também fizeram parte da composição de alguns looks.
A produção do desfile deu uma derrapada ao completar o visual das modelos com penteados estruturados e cheios de volume, tendo em vista que tudo é um conjunto e os temas das coleções pediam penteados nada ousados, mas sim, leves e ingênuos, como havia pedido o estilista em forma de tranças. No mais, a maquiagem leve e as sandálias rasteirinhas de couro, bem regionais, deram o tom certo à produção. A trilha sonora escolhida a dedo por Ronaldo, foi aposta certeira, formada por músicas bem brasileiras e regionais, remetendo à inspiração paraibana e ao trabalho artesanal, além dos temas das coleções.
O evento ainda contou com uma exposição de telas do artista plástico Romero Britto, no hall do hotel.
Bell Meira

Nas cidades contemporâneas, um dia-a-dia corrido que assusta, dias acelerados e um mundo de descobertas e novas tecnologias por segundo, os jovens se sentem sufocados e carentes.
Dessa forma esses jovens sentem a necessidade de “se agruparem” com outros jovens que tenham o mesmo objetivo. Um comportamento similar, uma forma de se expressar e o desejo de ser diferente em grupos nos quais todos são “iguais”. Necessidade de terem um ídolo e “rituais” ou uma cultura específica para orientá-los.
Assim, são constituídas as Tribos Urbanas, movimentos identificados por envolverem comportamentos culturais e vestuário semelhantes de adolescentes, sendo consideradas como movimentos de cultura de moda.
Com base no que foi lido no texto “Moda e Tribos Urbanas”, por Queila Ferraz Monteiro, pude observar vertentes que se encontram em um mesmo caminho. De acordo com a opinião de três pensadores (Norbet Elias, Michel Maffesoli e David Riesman) como base teórica para construção do texto sobre o mesmo assunto, concluo que as Tribos Urbanas são, mais especificamente conjuntos de jovens com os mesmos pensamentos que se integram em uma diversidade de cenas e de situações, gerando uma ambiência comunitária e caracterizando as mesmas (tribos urbanas) como fenômenos das cidades contemporâneas (confirmando a “definição” feita no início deste texto). Com características e caráter específico partilham entre si, tendo o vestuário como referência fundamental para definir as individualidades de cada uma dessas tribos, garantindo, dessa forma, a sobrevivência afetiva, suprindo a carência que os jovens sentem através da igualdade de comportamento, pensamento e vestuário de um mesmo grupo, desenvolvendo, assim, sua personalidade para a vida futura/adulta e influenciando ainda como proteção para o indivíduo, contribuindo para a evolução social através de formas de expressão como sendo o impulso para essa evolução.
Logo, temos grupos de iguais que possuem características das cidades contemporâneas, ultrapassando dos limites de “meros” grupos e adentrando em um contexto histórico. Transmitindo o modo como seus participantes vêem o mundo de acordo com um conceito de caráter social como produto da experiência desses grupos. Podemos, dessa maneira, enxergar a moda desses movimentos como uma moda de iguais tribalizados, como define o pensador David Riesman, a qual passa a ideia, comportamento e pensamento de cada tribo através do que vestem e da forma como o fazem. Deixando clara a tentativa de fuga do tédio por parte dos jovens ao encontrarem seu círculo de iguais.
Para entendermos a moda, enquanto empreendimento coletivo e, ao mesmo tempo individualista, devemos compreender os estilos de oposição, o que cada tribo quer dizer através de suas formas de expressão ou/e vestuário.
Bell Meira